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Adoção corporativa do ChatGPT: lições para empresas


A expansão do ChatGPT na Uber mostra como pequenas e médias empresas podem testar a IA com foco em segurança, uso real e resultados.

A adoção corporativa do ChatGPT pela Uber avançou de um projeto-piloto com 1.000 pessoas para uma implementação em toda a empresa, que tem cerca de 30 mil funcionários. A experiência destaca uma lição útil para negócios menores: antes de ampliar o uso de inteligência artificial, vale testar tarefas reais, ouvir os funcionários e avaliar se a ferramenta melhora o trabalho.

O que muda com a adoção corporativa do ChatGPT na Uber?

A Uber começou a testar o ChatGPT Work com um grupo de funcionários de diferentes áreas, incluindo finanças, operações e produto. A ferramenta, apresentada como uma solução de inteligência artificial voltada a empresas, passou a ser disponibilizada para toda a companhia após essa etapa inicial.

Adoção corporativa do ChatGPT: lições para empresas (imagem 1)
Imagem: reprodução / techcrunch.com

O teste não ficou restrito às equipes técnicas. Cerca de 80% dos primeiros participantes não eram engenheiros, segundo a informação divulgada pela empresa. Esse ponto é relevante para organizações de qualquer porte: a IA pode apoiar rotinas administrativas, operacionais e de comunicação, e não apenas atividades de programação.

Entre os usos relatados estão a análise de dados operacionais para identificar tendências e elaborar recomendações, a adaptação de materiais de treinamento para diferentes mercados e idiomas e a criação de painéis interativos personalizados para organizar o trabalho diário.

A empresa não informou quanto está investindo na expansão. Em vez de destacar um valor, afirmou que pretende acompanhar como os funcionários usam a tecnologia, quais fluxos de trabalho desenvolvem e de que maneira a ferramenta contribui para a produtividade. O aprendizado deverá orientar decisões futuras sobre o uso de IA na companhia.

O que pequenas e médias empresas podem aprender?

A principal lição não é simplesmente contratar uma ferramenta popular e liberar o acesso para todos. É começar por problemas concretos. Uma empresa pode mapear tarefas repetitivas, atividades que exigem organizar muitas informações ou processos de comunicação que consomem tempo e testar se a IA ajuda sem comprometer a qualidade.

Também é importante incluir profissionais de áreas diferentes no teste. Quem atende clientes, prepara relatórios, gerencia operações ou organiza treinamentos pode identificar oportunidades que não aparecem quando a avaliação fica concentrada na equipe de tecnologia. A experiência da Uber sugere que usuários não técnicos podem encontrar aplicações práticas em suas próprias rotinas.

Outro aprendizado é observar o uso real, e não apenas a expectativa. Uma ferramenta pode parecer promissora em uma demonstração, mas o valor para o negócio depende de como se encaixa nos processos cotidianos. Acompanhar exemplos de uso, dificuldades e resultados ajuda a decidir se faz sentido ampliar o acesso, ajustar orientações ou interromper uma aplicação pouco útil.

Para uma empresa menor, isso pode significar avaliar se a IA reduz retrabalho na preparação de documentos, facilita a consulta a informações internas ou ajuda a transformar dados já disponíveis em resumos para análise. Esses são caminhos para investigar, não resultados garantidos: cada organização precisa testar com suas próprias tarefas e critérios.

Como planejar uma implantação segura de IA

Uma implantação segura combina objetivos claros, limites de uso e acompanhamento. Antes de oferecer uma ferramenta para toda a equipe, defina quais tarefas podem ser apoiadas por IA e quais exigem revisão humana ou não devem envolver dados confidenciais. As regras precisam ser simples o bastante para que todos saibam como agir.

Um fluxo de trabalho é a sequência de etapas usada para concluir uma tarefa. Ao testar a IA, registre como o processo funciona hoje e compare com o processo apoiado pela ferramenta. Isso ajuda a perceber se houve ganho de tempo, melhoria na organização ou apenas uma mudança na forma de executar a atividade.

Um roteiro inicial pode ser organizado assim:

  • Escolha um problema específico e frequente, em vez de tentar transformar várias áreas de uma vez.
  • Convide funcionários que realizam a tarefa e representantes de áreas relacionadas para participar do teste.
  • Defina orientações sobre dados permitidos, conferência das respostas e responsabilidade pela decisão final.
  • Documente usos úteis, erros, dúvidas e etapas que ainda precisam de intervenção humana.
  • Revise os resultados com a equipe antes de ampliar o acesso ou aplicar a ferramenta em outro processo.

A revisão humana é especialmente importante quando uma resposta pode afetar clientes, decisões financeiras ou compromissos da empresa. A IA pode produzir uma resposta clara e ainda assim apresentar erros ou deixar de considerar informações importantes. Por isso, a pessoa responsável pela tarefa deve conferir o conteúdo e manter a decisão sob controle humano.

Também convém explicar aos funcionários para que a ferramenta será usada e como suas experiências serão consideradas. O acompanhamento não precisa virar vigilância individual: o objetivo prático é entender quais processos funcionam melhor, onde há riscos e que tipo de orientação ou treinamento está faltando.

Perguntas frequentes

O que é o ChatGPT Work?

É uma solução de inteligência artificial apresentada para uso em empresas e voltada a apoiar diferentes tarefas de trabalho. Na experiência da Uber, foi testada por funcionários de várias áreas antes da expansão para toda a companhia.

A Uber já tinha disponibilizado a ferramenta a todos antes?

Não. A empresa começou com um projeto-piloto envolvendo 1.000 funcionários e depois ampliou a implementação para o conjunto da organização, que reúne cerca de 30 mil pessoas.

Pequenas empresas precisam liberar IA para toda a equipe?

Não necessariamente. É possível começar com um grupo pequeno e uma tarefa bem delimitada, observar os resultados e decidir com base nessa experiência se vale ampliar o acesso.

Como saber se a IA trouxe benefício ao negócio?

Compare o processo antes e depois do teste, considerando fatores como retrabalho, tempo e qualidade, conforme o objetivo escolhido. Reúna também a avaliação de quem executa a tarefa e verifique se os ganhos compensam os riscos e a necessidade de revisão.

Comece com um processo simples, defina limites claros e convide a equipe a avaliar o que funciona. Assim, sua empresa pode transformar a experimentação com IA em decisões mais seguras e conectadas às necessidades do negócio.

Fonte: techcrunch.com

Imagem gerada por inteligência artificial.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir da reportagem original indicada em Fonte.